Por Paulo Duarte
Ontem a RTP deu oportunidade aos partidos minoritários de se expressarem e darem a conhecer as suas propostas políticas num debate, revelando, com isto, uma séria responsabilidade social e dando uso correcto ao seu título de serviço público.
No seu conteúdo, os representantes destes partidos falaram principalmente da segurança nacional, da justiça e sobretudo do nacionalismo e valores familiares. Supreendeu-me o facto de todos eles terem apresentado propostas concretas perante as problemáticas actuais que comentavam. A questão da emigração foi a que causou mais extremismo, nomeadamente por parte do PNR, sendo para este partido (e no geral para a extrema direita) a causa maior do mau estar e da insegurança nacional.
Em relação à Segurança Social, concretamente os subsídios, foi também um lugar comum muito debatido. Fiquei de acordo com a reformulação do subsídio de desemprego, de ser unicamente concedido em casos muito específicos e periodicamente. Muitas vezes o trabalho oferecido não é aceite por estes que vivem com subsídio mínimo.
Este debate público, dos partidos marginais, gera novos pensamentos sobre a problemática da hegemonia política e desenvolve mais sentido social nos portugueses. Talvez seja uma forma de renovação da classe política, que é uma emergente necessidade no ambiente social português.


